COMO CELEBRAR E VIVENCIAR A LITURGIA

 

A Liturgia se situa como uma linha entre o tempo e a eternidade: com gestos, símbolos, cores, palavras, ritos, cânticos do tempo, nos conduz à eternidade e traz a eternidade para dar sentido e fecundar os limites do tempo, eternizando-o.

A grande questão é estabelecer uma coerência entre o que vivemos e o que celebramos. É como diz uma Oração Litúrgica: “Celebrar o que vivemos e viver o que celebramos”. A grande “revolução”de que o mundo tanto precisa passa por aí: a vivência do que celebramos, o testemunho da fé, a coerência entre fé e vida. Se nossas celebrações tiverem consequências práticas, como se propõem em sua essência, o Reino de Deus estará se consolidando em nosso meio.

Por isso, a Igreja insiste em que a principal participação é a interior. As orações litúrgicas, que todos devemos recitar em comum, serão nossas, se realmente são minhas, isto é, se são preces vividas intimamente por mim, por você, e não sons externos que se limitam a acompanhar os sons de outras pessoas (falados ou cantados).Penso que isso pode serbem resumido com umas palavras de São Josemaria Escrivá: “Viver a Santa Missa é permanecer em oração contínua”.

Viver bem a liturgia começa com a nossa disposição interior de participar da celebração de corpo e alma, ouvindo atentamente a Palavra de Deus, guardando o devido silêncio nos momentos de oração, participando dos cânticos e acompanhando com amor e alegria o passo a passo da celebração.

O católico que possui tal atitude demonstra com a vida seu amor a Jesus, que se dá na Eucaristia, e haverá de colher com abundância os frutos de sua devoção sincera.

Pg6 Adriano Mazza

Adriano Mazza

Coordenador de Liturgia

Catedral de São Dimas