Falar de mãe e uma dicotomia.  Como comentar sobre alguém frágil e ao mesmo tempo invencível? Alguém que tem em si a felicidade plena pela coparticipação na criação e o amor  incondicional por quem é gerado em contrapartida, e às vezes carrega um coração partido pelo   desprezo, incompreensão e  abandono.

E, por isso, mãe, você tem a atenção especial de quem a criou. Só uma mãe tem um beijo      com o dom de cura de pequenos machucados e até de namoro terminado. Mãos ágeis que preparam o lanche do filho e, ao mesmo tempo, cuidam das panelas para a comida não queimar.  Você é capaz de ser enfermeira e mestre em medicina da alma, mesmo sem formação acadêmica. Sabe fazer curativos no corpo e colocar bálsamo na chaga da alma triste. Sabe acarinhar e ser firme para demonstrar segurança para os passos vacilantes. Sabe enxergar à frente, atrás e dos lados ao mesmo tempo e, muitas vezes, através de portas para sentir o que acontece com o filho lá dentro.

Mãe, você tem olhos que transmitem carinho, coragem, que dizem “não tenha medo”, que transmitem amor. Você tem o dom de convencer o filho das necessidades que lhe fazem bem, em qualquer idade, do simples tomar banho, escovar os dentes, ir dormir, passando por obediência, respeito, importância dos estudos, da convivência com os amigos, da fé e da confiança.

Mãe é capaz de vencer vendavais para proteger os seus, capaz de vencer sozinha as suas enfermidades e espalhar o amor entre os seus. Mãe é capaz de derramar lágrimas de saudade e de dor, mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior. Mãe tem lágrimas especiais para os dias de alegria e os de tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Você tem lábios tenros, que sabem cantar canções de ninar para os bebês e que têm sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas. Lábios que sabem falar de Deus, do universo e do amor, que cantam poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida. Por obra e graça de Deus, alguém assim só uma mãe é capaz de ser.

Por tudo isso, todos os dias são seus, mas hoje, de forma especial, queremos nos juntar ao Criador para agradecer por você existir e pedir que Ele derrame graças e bênçãos sobre cada mãe. Que, nessa missão, nenhuma dor pelo desprezo, abandono, desgosto, angústias, ou incompreensão seja maior que o abraço carinhoso, consolador e amoroso de Deus por você.

E que Maria Santíssima, modelo e verdadeira testemunha de mãe, possa cobri-la com seu manto e interceder ao Seu Filho por você.

Parabéns! Gratidão!

Fonte: http://cleofas.com.br/quando-deus-criou-a-mae/

Adaptação: Diácono Vicente Ferreira de Sousa