A Santíssima Trindade

     No início da celebração Eucarística, com frequência ouvimos a fórmula (extraída das Cartas de São Paulo): “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. É uma fórmula trinitária. A resposta o é também: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.

     Quando acordamos, ao deitar, nas refeições ou nas celebrações dos sacramentos, marcamo-nos com outra formula trinitária, o sinal da Cruz – em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

     Mas Deus não é um só? Sim. O Catecismo esclarece: “A Trindade é Una” (CIC #253). Um só Deus em três Pessoas distintas, que não se separam e nem se confundem. Há uma só natureza: a divina. O Pai gera eternamente, o Filho é gerado (não criado!) e o Espírito Santo procede dos dois (CIC #254).

     A Trindade Santa é um Mistério. É o mistério central da fé e da vida cristã, do qual todos os outros mistérios da fé derivam (CIC #234). A revelação divina já se completou. Deus se revelou ao longo do tempo, por suas obras e palavras, sendo Cristo, a Palavra encarnada, o apex da revelação. Só Deus pode nos dar a conhecer seu mistério. Pela razão, o ser humano pode chegar ao conhecimento de Deus com certeza, mas é somente pela graça que Deus se revela (CIC #50).

 

Diácono José Portes Grigio

Diácono Cooperador da Catedral de São Dimas