Já nos dizia Dom Bosco: “A vida é um presente que Deus nos dá, o que dela fazemos é o presente que damos a Ele!” Ao mesmo tempo, somos um presente para os outros. Criados à imagem e semelhança de um Deus que é Amor, somos relação, somos integração, somos comunhão. Ninguém existe para si!

O início desta vida é uma explosão de luz. Basta analisar, o que hoje a tecnologia nos proporciona amplamente, o encontro do óvulo com o espermatozoide.  Muitos já compararam esse momento com queima de fogos de artifício. O início da vida é Luz, como no relato da Criação no livro do Gênesis: “Faça-se a Luz!” (Gn 1,3)

Não precisamos ir longe, quando uma mulher entra em trabalho de parto podemos dizer que dará à Luz um filho ou uma filha. A luz perpassa essa história, perpassa não só o bebê, mas também os corpos que o geram.

Desde a origem, uma vida é celebrada. Visitas emocionantes ao médico, conversa com amigos, preparação do quarto, do berço, ou no mínimo, do enxoval.  Acompanha-se o bebê e seus movimentos, seu desenvolvimento… Comerciais na mídia curtem esse momento como tempo de ternura, de aconchego e carícia.

É a vida que se desponta, que se faz ver! Algo que vem do humano e, ao mesmo tempo, o ultrapassa infinitamente. Algo nosso e algo muito recebido, vindo de Outro. Um mistério a ser contemplado sempre!

Mas, quando alguém decide que a história não pode ser assim, pronto, está decidido, está decretado. A vida começou, mas é possível apagar a luz, acabar com a festa. Nada de ternura, nada de preparação, nada de espera alegre… Interrupção! Qual o caminho da vida? Ter o direito a interromper uma vida que não nos pertence é progresso? Somos um país atrasado por não aceitar o aborto e a eutanásia? Sinceramente, não dá pra entender.

O direito à Vida nos ultrapassa! Do nascer ao seu ocaso, a vida do ser humano não é negociável, não pode ser meio para nenhum fim, não é coisa, não é objeto, não é matéria descartável. Em nome do progresso e da técnica a humanidade muitas vezes entrou numa estrada de involução, de desumanização.

Pense nisso! Diante da lei todos somos iguais… Quem interpreta esse “todos”. Quando começou a sua história? Você veio daquele momento de luz. Outros estão vindo… Alguns não chegarão…

 

 

Padre Rinaldo Roberto de Rezende