…Paciência de Jó! (Será?)

Talvez você nunca tenha lido o livro, mas com certeza deve ter ouvido ou até repetido esse jargão. É um personagem intrigante. Um homem rico, afortunado, para quem tudo vai bem, mas que de repente se vê privado de tudo, rebanhos, servos e filhos, e, quando questionado pelos amigos e pela esposa, exclama: “Nu saí do seio de minha mãe, e nu voltarei para lá. Javé deu, Javé tirou, seja bendito o nome de Javé!” (Jó 1,21).

Uma reflexão tão antiga para duas questões tão fundamentais e atuais:

  • A primeira: Como nos relacionamos com Deus?

Ao desafiar Deus, Satanás questiona a verdadeira piedade de Jó.

Por que Jó é fiel e piedoso? Resposta: Porque Deus lhe abençoa com bens materiais!

Mas se é piedoso e justo porque Deus lhe abençoa, então sua piedade é sincera ou interesseira? Tem gente que pensa assim: se doar a Deus, Ele me deve e tem que me fazer prosperar. Mas quem deve a quem? Deus vai propor fazer as contas.

Cumpro meus votos a Deus, pago meu dízimo, então Deus me deve. Ou então, se tenho, é porque sou bom! Será? (cf. Lc. 18,9-14).

  • A segunda: Qual a origem do sofrimento, inclusive do justo?

Eis uma questão difícil…e que não comporta uma resposta tranquila, segue aberta.

Para os amigos de Jó e “defensores” de Deus, ele só pode ter cometido algum pecado e, portanto, Deus o está castigando! Será? (cf.Jó 9,1-3)

O sofrimento não é privilégio dos “maus”. O justo também sofre, inclusive Jó, inclusive Jesus! (veja Lc. 23, 41-43).

Por fim, o pobre Jó, aquele que era questionado, oprimido e abatido, é quem intercederá pelos seus amigos e, em sua última condição, Deus lhe dobra os bens, como retrato de seu amor por Jó, não de sua obrigação. Jó é virtuoso, não por sua paciência, mas sim por sua PERSEVERANÇA!

O justo viverá pela fé! Vale a pena ler de novo! 

 

Carlos Rodolfo de Souza

Curso da Palavra